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10/04/202614/12/2023

Por Daniel dos Santos
Para vencer seu inimigo, conheça bem as armas do oponente. Com essa estratégia em mente, a Serasa Experian, empresa mais conhecida por suas ferramentas de checagem de crédito, mas que é também uma das maiores data techs da América Latina, está criando deep fakes (imagens e vídeos falsos que simulam pessoas reais) para entender a forma de ação e evitar novas formas de ataques criadas por criminosos virtuais.
A informação foi divulgada por Alexandre Nery (à esquerda), head de data science da Serasa Experian, durante apresentação no evento Data & AI Forum, realizado esta semana em São Paulo pela Oracle. “Hoje, eu faço parte de uma área antifraude. Então atuo principalmente em problemas de visão computacional. A gente precisa, por exemplo, avaliar se de fato aquela pessoa que está, aquela imagem, aquela foto de fato é ela mesma. Precisa avaliar documentos. Isso tudo é feito o mais rápido possível, muitas vezes até em tempo real”, detalha o especialista.
“A gente precisa se antecipar. E às vezes, quando falamos de IA generativa, até treinar modelos que consigam, por exemplo, criar uma deep fake, uma face para uma pessoa que não existe, para prevenir que um fraudador seja aprovado em uma prova de vida”, explica Nery. Segundo ele, a empresa já tem um banco de dados com faces únicas com cerca de 100 milhões de pessoas. Vale lembrar que esse número representa quase metade da população brasileira.
Segundo ele, a Serasa Experian bloqueia todos os meses mais de 300 mil tentativas de fraudes. Para isso, a empresa processa em torno de 400 mil selfies (imagens de faces) por dia. “E isso precisa ser feito da forma mais rápida possível e mais eficiente”, explica Nery.
“No nosso caso, nós fazemos uso intenso das soluções da Oracle, principalmente quando a gente fala de visão computacional. A gente precisa de muita velocidade na hora de treinar os nossos modelos e também, depois, para disponibilizar esses modelos para que eles possam ser usados”, completa.
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