Ataque à plataforma Canvas viola dados de milhões de usuários
Grupo de hackers ShinyHunters assumiu autoria da invasão que afetou alunos de quase 9 mil escolas e universidades nos EUA
12/05/202627/12/2021

Por redação AIoT Brasil
O relatório Threat Intelligence da A10 Networks confirma que 2021 foi o ano com o maior registro de ataques virtuais de todos os tempos. Com base no monitoramento de 15 milhões de fontes únicas, a provedora de serviços da Califórnia revelou que entre as maiores ameaças estão os ataques de negação de serviço (DDoS), que adquirem complexidade crescente e podem tornar indisponíveis os recursos de um sistema, e as botnets ajudadas pelo malware Mozi, que se espalharam pelo mundo.
O relatório mostrou a origem dos ataques, a localização, a maneira como são preparados e executados e as ações de mitigação que as organizações podem adotar e afirmou que “os criminosos cibernéticos estão fortalecendo rapidamente seus exércitos de botnets com a inclusão de dispositivos de internet das coisas”. A boa notícia, segundo a A10 Networks, é que as ações proativas tiveram um impacto positivo na mitigação dos ataques.
Outro fato promissor foi o desmonte da botnet Emotet por autoridades policiais e judiciais de oito países, em janeiro deste ano. O Emotet, descoberto como um cavalo de Troia bancário em 2014, foi definido pela Europol como “o malware mais perigoso do mundo” e se destacava entre as botnets, as redes de robôs que conseguem controlar computadores remotamente.
A atenção agora se concentra no Mozi, o mais recente malware de larga escala, utilizado para recrutar botnets e desferir ataques DDoS. O relatório Threat Intelligence explicou que o Mozi “tem um apetite particular por dispositivos IoT” e utiliza um Exploit, programa ou códigos usados para encontrar brechas de segurança de software ou hardware. “Na primeira metade de 2021 a A10 Networks descobriu que o Mozi alcançou 360 mil sistemas únicos de fabricantes, entre os quais Huawei, Realtek e NetGear, construindo uma rede de bots que abrange China, Índia, Rússia, Brasil e Vietnã, entre outros países”, destacou o estudo.
Em relação aos ataques de DDoS, a A10 Networks disse que o número total de ferramentas utilizadas aumentou para 15 milhões no período de execução deste relatório, com acréscimo de 2,5 milhões e a inclusão das recursos de amplificação refletidas e de agentes botnet. “O maior número de armas DDoS é hospedado na China, seguido de perto pelos Estados Unidos, comprovando a natureza verdadeiramente global da ameaça”, explicou a empresa.
Ivan Marzariolli, country manager da A10 Networks no Brasil, disse que os DDoS serão sempre populares entre os criminosos. “É também uma verdade fundamental que as organizações não precisam ser alvos fáceis. Como mostra o desmonte do botnet Emotet, os defensores podem alcançar algumas vitórias próprias e estarem preparados para ajudar a impedir os ataques”. Segundo o executivo, as organizações podem reduzir a exposição ao risco por meio de ferramentas de segurança zero trust, detecção de ameaças em tempo real, inteligência de ameaças DDoS, inteligência artificial, aprendizado de máquina e extração automatizada de assinaturas.
#ameaça cibernética#aprendizado de máquina#ataque virtual#ataques de negação de serviço#botnet#cavalo de Troia#cibersegurança#DDoS#Emotet#inteligência artificial

Grupo de hackers ShinyHunters assumiu autoria da invasão que afetou alunos de quase 9 mil escolas e universidades nos EUA
12/05/2026
A Shadow Agentic AI é real e grave. Agentes estão sendo instalados em dispositivos pessoais e corporativos por colaboradores que buscam ganhos de produtividade, sem compreender a superfície de ataque que estão criando
08/05/2026
De acordo com os pesquisadores, armadilhas digitais sequestram agentes corporativos por meio de injeção indireta de prompt
29/04/2026