Excesso de uso de IA como tema afasta o público dos cinemas
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10/02/202605/12/2022

Por redação AIoT Brasil
Um grupo de pesquisadores da Disney Research Studios acaba de anunciar uma nova ferramenta capaz de envelhecer ou rejuvenescer os atores por meio da utilização de redes neurais e aprendizado de máquina. A novidade é mais um passo em um trabalho que vem avançando rapidamente nos últimos dois anos, desde que o estúdio passou a aplicar recursos de inteligência artificial para gerar de troca de rostos em vídeos com qualidade e resolução suficientes para uso em produções cinematográficas de nível profissional.
“Demonstramos como o U-Net simples nos permite, surpreendentemente, avançar no estado da arte para mudar a idade de rostos reais em vídeos, com estabilidade temporal sem precedentes e preservação das características faciais e das diferentes expressões“, disseram os cientistas no comunicado oficial que divulgou a pesquisa, em 30 de novembro. No documento, Gaspard Zoss e outros seis pesquisadores afirmaram: “Criamos o primeiro método prático, totalmente automático e pronto para produção para envelhecer ou rejuvenescer rostos em imagens de vídeo”.
A Disney lembrou que o envelhecimento ou rejuvenescimento digital fotorrealista de rostos em vídeo está se tornando cada vez mais comum em entretenimento e publicidade. Porém, isso ainda requeria um complicado trabalho manual, quadro a quadro, que poderia levar semanas para ser concluído, mesmo por artistas qualificados, já que não era possível automatizar o processo. Agora, os pesquisadores garantem que, “com o primeiro método prático, totalmente automático e pronto para produção, com apenas alguns cliques os atores podem parecer mais jovens ou mais velhos sem a necessidade de efeitos visuais dispendiosos”.
Para desenvolver a nova ferramenta, os especialistas da Disney primeiro criaram um banco de dados com milhares de rostos virtuais gerados aleatoriamente. Em seguida, utilizaram técnicas de envelhecimento com IA e aprendizado de máquina já existentes para envelhecer e rejuvenescer as imagens, a fim de aplicar os resultados no treinamento de uma rede neural chamada FRAN (ou rede de envelhecimento facial, na sigla em inglês).
Quando recebe a fotografia de um rosto, em vez de gerar uma imagem alterada, a rede neural prevê quais partes da face seriam alteradas pela idade e faz a adição ou a remoção de rugas e outros detalhes. Esses resultados são então aplicados em camadas sobre o rosto original, como uma nova informação visual.
A abordagem preserva com precisão a aparência e a identidade do ator, mesmo quando sua cabeça está se movendo ou há uma mudança no ângulo de visão. A FRAN também permite que as alterações criadas pela IA sejam ajustadas e aprimoradas automaticamente. Veja a ferramenta em ação no vídeo abaixo:
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